sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Company paintball


A malta da empresa foi jogar paintball. Tipo evento de team-buildinh. Só homens, a maioria vestida a preceito. O cenário era numa antiga unidade fabril abandonada, muito semelhante a uma que já frequentei ali na zona de Belas, mas não a mesma. Era um sítio novo em que nunca tinha estado. Estavamos lá cerca de dez a quinze pessoas pra jogar. Havia um piso inferior amplo e cheio de caixotes, barris vazios e lixo variado; um piso superior com metade da área e com vista ampla para o de baixo. Também este cheio de detritos, lixo e material indecifrável.

Um dos meus colegas, estava vestido tipo um soldado de elite. Roupa escura, colete com acessórios, fato azul escuro por baixo. Botas, caneleiras, luvas, e arma auomática. Como ele me parecia bastante experiente em matar pessoas, achei por bem "colar-me". Andámos sempre em equipa, a correr de um lado para o outro. Inclusivé, ele sugeriu um atalho em que passámos pelas escada de um prédio. Era o prédio dos pais dele, e até deu tempo para conversar com a mãe dele. Tinha um filho no Iraque em missão militar. Muito rapidamente continuámos, e voltámos ao cenário do jogo. Nisto encontro o meu colega P. que não estava vestido a preceito, mas sim continuava com a camisa branca e gravata encarnada do trabalho. Como estava muito perto dele, optei por não disparar e disse "Estás morto". Pelo olhar dele de curiosidade, percebi que ele não conhecia a técnica de não-disparar-a-menos-de-5-metros-para-não-aleijar. Apressei-me a dizer "Então vou disparar...". Ele percebeu imediatamente para que servia a frase, e antes que eu premisse o gatilho, ele deu-se por morto.

Só faltava um membro da equipa inimiga. O N. que estava no andar de cima. Ficámos por ali a dar tiros, até lhe dei umas balas que tinha em excesso para equilibrar as probabilidades de jogo. Mas ele até mais do que eu.

No fim aborreci-me e preferi dar tiros nas caixas para gastar as bolas/balas.

Nunca fui atingido...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Hungry Geek

Hoje estava a programar alegremente, quando me deu a fome. E eis que descobri por acidente como pedir uma sande. Mas não uma sande qualquer - uma sande de Açor.
Então para isso é só uma questão de programar a seguinte linha de código:
Acores sande = new Acores();


Como estava cheio de fome, decidi repetir a proeza, e continuou a resultar.

Scouting


Convidaram-me para ir a um acampamento de escuteiros ter com amigos meus. Amigos que foram meus colegas de escutismo na infância. Eu gosto por natureza dos acampamentos. Fiquei obviamente ansioso com a ideia. Mas a ideia tomou proporções mais sérias visto que voltei a vestir a farda de escuteiro. Então fui com o meu irmão (que também já tinha sido), ambos fardados. Tal como se tivessemos sido readmitidos ao movimento. Chegámos ao local, que era numa ladeira de terra, perto de uma casa já um pouco antiga. O cenário tinha pinta de aldeia do norte de Portugal. Havia imensas caras novas, que eu não conhecia e que obviamente também não me conheciam. Esperava ter tido uma recepção mais entusiástica, mas até percebo porque não. Afinal de contas ninguém se lembrava de mim.
Dirigi-me à parte de cima da ladeira, perto das tendas. Vi uma amiga dos tempos de infância e ela sim fez-me a festa. Falámos um pouco, e começei a passear pelo recinto. Vi algumas pessoas mais antigas, que não me falaram sequer. Muito pelo contrário, sussurraram "O que é que este está aqui a fazer fardado?". Como se não pudesse usar a farda...era minha!

Voltei a ter com a minha amiga perto de um coreto de aldeia que ali estava no cimo. Ela estava sentada numa mesa de pedra que ficava dentro do coreto. Sentei-me ao pé dela, e senti que havia ali um clima de tristeza. Perguntei-lhe "O que foi?" ao que recebi "O meu irmão vai morrer". Assim com um ar seco e amargurado. Tentei perceber o que é que se passava em torno desta notícia. Aparentemente ele tinha um problema qualquer num olho. E dava para morrer.

Depois fui-me embora dali. Ali nas redondezas estava a minha banda, numa quinta de um estrangeiro qualquer. Havia concertos, ou gravações... n me recordo. A quinta era grande, e até dava para lá ter o meu cão a passear, e a cavar buracos. Não voltei a ir ter com os escuteiros...