Andei a passear de mota.
Vinha de uma festa citadina. Era uma festa no alto de uma torre, tinha um bar, sofás, pessoas, bebidas. O sofá era de pele branco e as luzes era de tons azuis. Tudo muito giro.
A festa terminou e fomos embora: Eu e a minha namorada. Ainda a mota estava parada fui dar uma volta a pé até à esquina e voltei. E nesse período de tempo há um cromo qualquer que decide mandar-se do alto da torre e estatelar-se no chão. Ora a minha namorada viu tudo e contou-me o sucedido. Era um momento trágico, estava tudo sujo no chão. Provavelmente o senhor estava deprimido com o emprego, visto que ainda estava de fato escuro e gabardina clara - e já era tarde.
Fomos então embora, de mota. Percorremos uma avenida num sentido, e no fundo invertemos o sentido. Logo a seguir à inversão do sentido parámos num semáforo. Era uma daquelas avenidas com três sentidos para cada lado.
Havia carros de gama familiar à nossa volta e não havia carros em frente. A iluminação era razoável e até dava para ver bem em frente.
Assim que ficou verde no semáforo acelerei para aproveitar a recta e o espaço vazio de carros. Assim que terminei a recta reparei que a minha namorada já não se encontrava sobre a mota - o que provocou algum pânico em mim a pensar que ela tinha caído em andamento e eu não tinha dado por nada.
No fim da avenida contornei uma rotunda e voltei rapidamente - curiosamente em contra mão, mas não havia proibição assinalada! - Não a vi pelo chão, o que representou algum alívio. Estava ela de pé ainda no semáforo na outra ponta da avenida. Aparentemente quando eu acelerei, ela estava distraída a olhar para o ar, não se segurou a mim, e no momento da aceleração, ficou no mesmo sítio, de pé
.
Quando parei junto a ela, contou-me mais um momento trágico. Um tipo desvairado, aproveitou o sinal vermelho do semáforo, colocou-se em frente aos carros, e pessoas que por ali estavam, apontou uma pistola de pequeno calibre à cabeça, e pôs termo à vida, mas não sem antes dar uns gritos de desespero.
Ainda ali imaginei-me na pele dele, a viver todo o momento e aflição e a premir o gatilho, ameaçando ainda algumas pessoas que me tentavam demover.
Estava a ser uma noite jeitosa. Então fomos embora: para casa - desta vez os dois em cima da mota.
Vinha de uma festa citadina. Era uma festa no alto de uma torre, tinha um bar, sofás, pessoas, bebidas. O sofá era de pele branco e as luzes era de tons azuis. Tudo muito giro.A festa terminou e fomos embora: Eu e a minha namorada. Ainda a mota estava parada fui dar uma volta a pé até à esquina e voltei. E nesse período de tempo há um cromo qualquer que decide mandar-se do alto da torre e estatelar-se no chão. Ora a minha namorada viu tudo e contou-me o sucedido. Era um momento trágico, estava tudo sujo no chão. Provavelmente o senhor estava deprimido com o emprego, visto que ainda estava de fato escuro e gabardina clara - e já era tarde.
Fomos então embora, de mota. Percorremos uma avenida num sentido, e no fundo invertemos o sentido. Logo a seguir à inversão do sentido parámos num semáforo. Era uma daquelas avenidas com três sentidos para cada lado.
Havia carros de gama familiar à nossa volta e não havia carros em frente. A iluminação era razoável e até dava para ver bem em frente.Assim que ficou verde no semáforo acelerei para aproveitar a recta e o espaço vazio de carros. Assim que terminei a recta reparei que a minha namorada já não se encontrava sobre a mota - o que provocou algum pânico em mim a pensar que ela tinha caído em andamento e eu não tinha dado por nada.
No fim da avenida contornei uma rotunda e voltei rapidamente - curiosamente em contra mão, mas não havia proibição assinalada! - Não a vi pelo chão, o que representou algum alívio. Estava ela de pé ainda no semáforo na outra ponta da avenida. Aparentemente quando eu acelerei, ela estava distraída a olhar para o ar, não se segurou a mim, e no momento da aceleração, ficou no mesmo sítio, de pé
.Quando parei junto a ela, contou-me mais um momento trágico. Um tipo desvairado, aproveitou o sinal vermelho do semáforo, colocou-se em frente aos carros, e pessoas que por ali estavam, apontou uma pistola de pequeno calibre à cabeça, e pôs termo à vida, mas não sem antes dar uns gritos de desespero.
Ainda ali imaginei-me na pele dele, a viver todo o momento e aflição e a premir o gatilho, ameaçando ainda algumas pessoas que me tentavam demover.
Estava a ser uma noite jeitosa. Então fomos embora: para casa - desta vez os dois em cima da mota.
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