Estava eu sentado num porto de pesca. Aliás, uma doca. Os barcos de pesca entravam e saíam. Tinham todos os tamanhos comuns. Eu estava junto ao lado de terra, e no sítio onde eu estava sentado via-se um pontão de cimento, que protegia a doca da ondulação exterior.
Nunca tinha lá estado, e apenas fiquei ali sentado a ver os barcos passar. Como todas as docas de pesca o ambiente é um pouco sujo, cheira-se a peixe e a mar no ar. É um cheiro curioso e agradável, para quem gosta do mar.
Nisto entra um barco vermelho, de tamanho grande, pela doca a dentro. Curiosamente tinha o feitio de uma embarcação a vela, mas sem o mastro. Trabalhava a motor, que se ouvia ruidosamente. Estranhei imediatamente o facto deste barco estar menos mergulhado da água do que o que seria de esperar. Pensei que estivesse pouco carregado. O facto de ele deslizar muito à tona de água fazia com que oscilasse muito para os lados. Todo ele era vermelho. Um vermelho gasto pela água, pelo vento e pelo tempo. Não era um barco que estivesse muito cuidado. Parecia ser um barco de trabalho.
Não se via ninguém no barco, no convés não havia nada, nem uma cabine para quem o comandasse.
Nisto o barco vermelho aumenta o barulho do motor. E com o barulho do motor, aumenta a velocidade. Aumentou a velocidade e aumentou as oscilações. Não fazia sentido que um barco daquele tamanho acelerasse à entrada da doca. Claramente se ia esbarrar contra o cimento mais tarde ou mais cedo. Não havia forma de travar a tempo.
Continuou a acelerar desmesuradamente. Tanto que se tornou instável. A pessoa que estava ao comando não podia estar bem da cabeça. Era um acto suicida, só podia.
Era um espectáculo de velocidade. Foi tanta que o barco levantou a parte da frente. Apanhou com o vento na frente e levantou todo ele da água. Já todo no ar, virou-se e caiu de lado na água.
Fantástico, pensei eu, como é que um madeiro daqueles consegue ter velocidade suficiente para levantar e cair. Que bela demonstração de acidente.
No entanto, não tardei a prestar auxílio. Fui até ao topo do barco vermelho, todo ele em madeira. Tinha uma abertura para o seu interior. Espreitei e vi um dos meus irmãos e os seus dois filhos. Os três lá dentro ainda desnorteados pelo acidente. Olhei em volta e vi a fornalha que alimentava o motor. Tinha na entrada um grande tronco de madeira. Tratava-se do outrora mastro do barco vermelho. Tinham-no usado para combustão do motor.
Explicou-me o meu irmão que o tinham usado por ser boa madeira. E tal forma era boa, que queimou de forma rápida e explosiva tendo dado ao motor aquela propulsão fantástica. Não deixei de ficar fascinado pelo bizarro da situação. Um motor a diesel alimentado por uma fornalha que ardia o antigo mastro principal.
Nunca tinha lá estado, e apenas fiquei ali sentado a ver os barcos passar. Como todas as docas de pesca o ambiente é um pouco sujo, cheira-se a peixe e a mar no ar. É um cheiro curioso e agradável, para quem gosta do mar.
Nisto entra um barco vermelho, de tamanho grande, pela doca a dentro. Curiosamente tinha o feitio de uma embarcação a vela, mas sem o mastro. Trabalhava a motor, que se ouvia ruidosamente. Estranhei imediatamente o facto deste barco estar menos mergulhado da água do que o que seria de esperar. Pensei que estivesse pouco carregado. O facto de ele deslizar muito à tona de água fazia com que oscilasse muito para os lados. Todo ele era vermelho. Um vermelho gasto pela água, pelo vento e pelo tempo. Não era um barco que estivesse muito cuidado. Parecia ser um barco de trabalho.
Não se via ninguém no barco, no convés não havia nada, nem uma cabine para quem o comandasse.Nisto o barco vermelho aumenta o barulho do motor. E com o barulho do motor, aumenta a velocidade. Aumentou a velocidade e aumentou as oscilações. Não fazia sentido que um barco daquele tamanho acelerasse à entrada da doca. Claramente se ia esbarrar contra o cimento mais tarde ou mais cedo. Não havia forma de travar a tempo.
Continuou a acelerar desmesuradamente. Tanto que se tornou instável. A pessoa que estava ao comando não podia estar bem da cabeça. Era um acto suicida, só podia.
Era um espectáculo de velocidade. Foi tanta que o barco levantou a parte da frente. Apanhou com o vento na frente e levantou todo ele da água. Já todo no ar, virou-se e caiu de lado na água.
Fantástico, pensei eu, como é que um madeiro daqueles consegue ter velocidade suficiente para levantar e cair. Que bela demonstração de acidente.
No entanto, não tardei a prestar auxílio. Fui até ao topo do barco vermelho, todo ele em madeira. Tinha uma abertura para o seu interior. Espreitei e vi um dos meus irmãos e os seus dois filhos. Os três lá dentro ainda desnorteados pelo acidente. Olhei em volta e vi a fornalha que alimentava o motor. Tinha na entrada um grande tronco de madeira. Tratava-se do outrora mastro do barco vermelho. Tinham-no usado para combustão do motor.
Explicou-me o meu irmão que o tinham usado por ser boa madeira. E tal forma era boa, que queimou de forma rápida e explosiva tendo dado ao motor aquela propulsão fantástica. Não deixei de ficar fascinado pelo bizarro da situação. Um motor a diesel alimentado por uma fornalha que ardia o antigo mastro principal.

