segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Receita para viajar no tempo


Ora bem, eu estava numa feira de ciências. Fazia parte de uma das bancadas que demonstrava aos mais variados visitantes e curiosos, fenómenos engraçados da física. Embora fizesse parte da bancada não era o responsável. Havia um professor que de bata branca supervisionava todo o aparato.
Atrás da bancada havia uma parede com cortinados, e na abertura desses cortinados estava uma porta que ligava a uma divisão que tinha um lavatório e uma mesa. Penso que se tratava de um laboratório da escola em que nos encontrávamos.
Eu sabia de rumores de uma experiência que tinha permitido fazer viagens no tempo. Havia uma fórmula química que nos dava acesso a isso. Eu estava nesse laboratório a testar mistelas e a ver o que acontecia.
Numa das experiências misturei os seguintes elementos:
  • Zi, (embora estivesse mal rotulado,... significava Zircónio - Zr)
  • Zi6,
  • Uma rodela de limão,
  • Sumo de limão natural congelado.
Misturei tudo isto muito bem, e depositei num tubo de ensaio tapado com uma rolha de cortiça.

Entretanto, olhei pela janela e vi que estavam a chegar vários carros BMW todos pretos com vidros fumados, todos eles ficaram parados em sítios impróprios para estacionamento. Saíram de dentro dos veículos 3 ou 4 tipos altos, entroncados, de fato preto e camisa branco, cabelo curto e óculos escuros. Evidentemente que eu estava em apuros, só podiam ser tipos de uma agência governamental a tentar ter controlo sobre a minha experiência. De algum modo eles sabiam o que eu andava a tentar conseguir naquele laboratório escolar.

Juntamente com um amigo fugimos para a rua. Perseguidos pelos gorilas governamentais. Chegámos até uma daqueles rede de arame que era alta de mais para ser ultrapassada. Os perseguidores estavam já muito perto de nós. Não havia por onde fugir. O meu amigo então segurou o tubo de ensaio que eu tinha preparado anteriormente e arremessou-o contra ao chão. Tal qual um ninja a lançar bolas de fumo, do tubo de ensaio emanou uma mini-explosão azul. Tanto eu como o meu amigo desaparecemos naquele instante. A fórmula tinha funcionado.

Fomos parar a outro ponto no tempo, não muito distante. O suficiente para fugir ao governo. Eu agora tinha-me tornado num alvo a abater. Podia viajar no tempo. Memorizei a simples receita e não a escrevi em lado algum. A minha vida não mais seria a mesma daí em diante.

1 comentário:

Lacrimalunae disse...

Não largues as drogas não :D muita bom!