
Ainda sem reacção de pânico ou de tristeza, a minha mulher pediu-me para examinar " lá em cima". Lembrei-me imediatamente da bateria, e do quartinho que tão arduamente construí. Subi a correr: estava tudo partido. Serraram a minha construção pela horizontal. Levaram a lã de rocha, pensei eu, não estava em lado nenhum. Curiosamente aspiraram tudo, profissionais pela certa. A bateria tinha sido levada. Era preciso alguém ter muita paciência para arrumar a tralha toda e levar aquilo. Tinham tido tempo e o alarme não deve ter tocado. Isto era trabalho para demorar um fim de semana inteiro. Fiquei com os braços para baixo em sinal de desistência, só e parado a olhar para o cenário. E ainda tinha de pagar o carro...
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