
Estive a acampar. Estava num terra tipo trás-os-montes em que as encostas são íngremes. E na inclinação das encostas aproveitam-se pequenos patamares para fazer cultivo, ou no nosso caso, para montar as tendas.
Éramos um grupo de escuteiros que ali estávamos com acampamento montado. Havia malta de todas as idades e feitios. Havia tendas de várias cores, embora sendo de noite, já bem escura não fosse possível distinguir bem os formatos e cores das tendas que estavam mais longe.
Eu estava no sopé da encosta onde o acampamento estava montado. Eu reparava que havia movimento de pessoas lá mais para cima, mas não conseguia distinguir com clareza o que se passava. Provavelmente estariam a preparar jantar. Cá em baixo havia uma mesa montada num tripé quadrangular. Não estava lá ninguém sentado. Por isso deduzi que fosse necessário também, cá em baixo, preparar o jantar.
Como não havia comida tratei de ir na vizinhança procurar por algo que desse para desenrascar a refeição.
Acontece que ali mesmo ao pé, havia um forte, um edifício com estatura prisional. À volta só se viam árvores a cerca de cem metros de distância das paredes exteriores deste forte. Estava iluminado de forma fraca por fora, mas via-se claridade branca que emanava do interior para o céu. A parede exterior era construída sem janelas, sem portas e com um ar de construção do deserto. Parecia ser parede de argila de cor amarelada. Ora ali provavelmente deveria haver comida. O que não havia era forma de entrar. Reparei que mais ao alto existiam uns buracos na parede suficientemente grandes para deixar que a água das chuvas corresse para o exterior, mas suficientemente pequeno para evitar que alguém ou algo entrasse.
Éramos um grupo de escuteiros que ali estávamos com acampamento montado. Havia malta de todas as idades e feitios. Havia tendas de várias cores, embora sendo de noite, já bem escura não fosse possível distinguir bem os formatos e cores das tendas que estavam mais longe.
Eu estava no sopé da encosta onde o acampamento estava montado. Eu reparava que havia movimento de pessoas lá mais para cima, mas não conseguia distinguir com clareza o que se passava. Provavelmente estariam a preparar jantar. Cá em baixo havia uma mesa montada num tripé quadrangular. Não estava lá ninguém sentado. Por isso deduzi que fosse necessário também, cá em baixo, preparar o jantar.
Como não havia comida tratei de ir na vizinhança procurar por algo que desse para desenrascar a refeição.
Acontece que ali mesmo ao pé, havia um forte, um edifício com estatura prisional. À volta só se viam árvores a cerca de cem metros de distância das paredes exteriores deste forte. Estava iluminado de forma fraca por fora, mas via-se claridade branca que emanava do interior para o céu. A parede exterior era construída sem janelas, sem portas e com um ar de construção do deserto. Parecia ser parede de argila de cor amarelada. Ora ali provavelmente deveria haver comida. O que não havia era forma de entrar. Reparei que mais ao alto existiam uns buracos na parede suficientemente grandes para deixar que a água das chuvas corresse para o exterior, mas suficientemente pequeno para evitar que alguém ou algo entrasse.No entanto eu surpreendi-me a mim mesmo ao dar um salto para este buraco e entrar como que se o meu corpo se deformasse de forma elástica. Consegui esticar-me o suficiente para que conseguisse inteiramente entrar para dentro do forte por um buraco de vinte centímetros quadrados. Fiquei surpreendido por três razões. Primeiro porque não era normal alguém conseguir saltar a uma altura de quatro metros. Depois porque mesmo saltando não era normal eu conseguir deformar o meu corpo de forma elástica e passar por um buraco de parede. E por último porque entendi qual era o objectivo deste forte. Era uma prisão. Uma prisão de cariz militar.
Este forte representava aquilo que seria o Guantanamo para aliens. Eu tinha conseguido entrar portanto numa prisão altamente segura com conteúdo altamente invulgar: presos intergalácticos.
Não me perdi com detalhes, e passei ao objectivo que me levava ali. A comida. Eu precisava de comida para mim e mais quatro que me aguardavam no acampamento. Felizmente o buraco da parede por onde tinha entrado dava para uma zona mais resguardada do forte, e por isso menos vigiada. Havia caixotes e contentores de várias formas. E eu esgueirei-me a rastejar de modo a passar camuflado até ao frigorífico que rapidamente consegui descobrir, no meio dos caixotes.
Era um frigorífico comum, branco, de tipo combinado. Aproveitei para tirar umas bebidas frescas, estava calor. E tirei um coelho já sem pele, pronto a ser posto na panela. Antevia-se um belo petisco.
Voltei pelo mesmo caminho, a rastejar, com as garrafas frescas numa mão e o coelho noutra. Passei pelo buraco da parede, saltei para o chão e corri de volta ao acampamento.
Já junto dos meus amigos, a fazer um brilharete com a história da aventura, lhes entreguei os mantimentos que tinha recolhido no forte. Sim senhor acharam piada à história, mas as bebidas frescas era poucas e teria de lá voltar para trazer mais duas garrafas de refrigerante.
Lá voltei a correr, pulei para o buraco, estiquei o corpo, entrei, rastejei, cheguei ao frigorífico, tirei duas garrafas, rastejei de novo, e... acendeu-se um foco de luz que iluminava os caixotes da zona onde eu estava. Vi um marine americano com farda de deserto e arma ao peito à procura da origem do barulho. Com não estava para apanhar um tiro, ou no limite ficar preso no forte junto dos outros esquisitóides, rapidam
ente voltei a sair pelo buraco e saltei para o chão.
Quando aterro no chão percebo que há sarilho, há montes de gente na zona entre a parede exterior do forte e as árvores. Marines, civis, malta diversa. E nisto eis que aterra uma belíssima nave interestelar com formato comprido e pontas arredondadas. Lembrava bastante a nave do startrek, mas mais sofisticada. Afastei-me da zona onde a nave iria aterrar, juntos às outras pessoas.
Este forte representava aquilo que seria o Guantanamo para aliens. Eu tinha conseguido entrar portanto numa prisão altamente segura com conteúdo altamente invulgar: presos intergalácticos.
Não me perdi com detalhes, e passei ao objectivo que me levava ali. A comida. Eu precisava de comida para mim e mais quatro que me aguardavam no acampamento. Felizmente o buraco da parede por onde tinha entrado dava para uma zona mais resguardada do forte, e por isso menos vigiada. Havia caixotes e contentores de várias formas. E eu esgueirei-me a rastejar de modo a passar camuflado até ao frigorífico que rapidamente consegui descobrir, no meio dos caixotes.
Era um frigorífico comum, branco, de tipo combinado. Aproveitei para tirar umas bebidas frescas, estava calor. E tirei um coelho já sem pele, pronto a ser posto na panela. Antevia-se um belo petisco.
Voltei pelo mesmo caminho, a rastejar, com as garrafas frescas numa mão e o coelho noutra. Passei pelo buraco da parede, saltei para o chão e corri de volta ao acampamento.
Já junto dos meus amigos, a fazer um brilharete com a história da aventura, lhes entreguei os mantimentos que tinha recolhido no forte. Sim senhor acharam piada à história, mas as bebidas frescas era poucas e teria de lá voltar para trazer mais duas garrafas de refrigerante.
Lá voltei a correr, pulei para o buraco, estiquei o corpo, entrei, rastejei, cheguei ao frigorífico, tirei duas garrafas, rastejei de novo, e... acendeu-se um foco de luz que iluminava os caixotes da zona onde eu estava. Vi um marine americano com farda de deserto e arma ao peito à procura da origem do barulho. Com não estava para apanhar um tiro, ou no limite ficar preso no forte junto dos outros esquisitóides, rapidam
ente voltei a sair pelo buraco e saltei para o chão.Quando aterro no chão percebo que há sarilho, há montes de gente na zona entre a parede exterior do forte e as árvores. Marines, civis, malta diversa. E nisto eis que aterra uma belíssima nave interestelar com formato comprido e pontas arredondadas. Lembrava bastante a nave do startrek, mas mais sofisticada. Afastei-me da zona onde a nave iria aterrar, juntos às outras pessoas.

A nave aterrou perto de mim, e não era tão grande como aparentava. Quem a comandava era o Adama, do battlestar galactica.
Estava ele mesmo aos comandos desta nave, dentro de uma pequeníssima cúpula de vidro mesmo na ponta da nave. Existia uma segunda cúpula de vidro ainda mais na ponta, mas ninguém vinha lá dentro. E nesse momento olho para o lado e quem ali estava ombro a ombro comigo a olhar para o Adama era o XO Saul, também do battlestar galactica. O Adama convidou o Saul a ir dar
uma voltinha na nave ao que ele prontamente aceitou. Eu preferia que ele me tivesse convidado a mim, mas compreendi, afinal eles já eram amigos há muitos anos. Fiquei ali a olhar, com os refrescos na mão.Para complicar as coisas, no canto inferior direito do meu plano de visão apareceu uma janelinha do messenger que informava "Darth Vader has signed in to messenger" Inclusivamente antes do nick
dele havia uma símbolozinho com o capacete do darth vader. Isto só podia significar sarilhos. Virei-me para o Adama e como quem sabe algo que os outros não sabem profetizei: Sinto um distúrbio na Força.











