Há umas semanas tive este:
Fui fazer uma viagem de carro mais a minha namorada. Tínhamos um carro branco tipo renault 5. Ia carregado com malas e cobertores no tejadilho.
E deve ter sido uma viagem grande porque quando saímos do carro estávamos na Suécia.
O bairro onde estacionámos o carro parecia um bairro social português. Prédios claros todos iguais e ruas amplas e razoavelmente feias. Não havia jardins cuidados, nem jardins tão pouco, embora existissem nos passeios espaços designados para plantação de flores ou relva.
Na direita de um dos prédios que faziam esquina no fim de rua, estavam dois putos a jogar à bola. Estavam vestidos com fatos de treino cinzentos. Não nos ligaram muito.
Como estava a anoitecer (no céu já de si cinzento) disse à minha namorada: "Está a ficar de noite, não temos onde dormir, portanto é melhor irmos comprar uma casa."
Assim foi. Dirigimo-nos ao prédio que fazia esquina no fim de rua e batemos à porta. Esta porta tinha o aspecto de não ser uma porta de um prédio, mas pelo seu aspecto de madeira com um vidro no meio, e cortinados da parte de dentro, dava a sensação que se tratava do acesso principal para dentro do apartamento. Na porta e nas janelas existiam cartazes de uma imobiliária que anunciavam a venda deste imóvel. Enquanto esperava uma resposta do lado de dentro da porta, examinei os cartazes com algum desdém. Abriu um senhor de fato acastanhado (estilo anos 80) careca, branquinho e cabelo castanho escuro. Estava acompanhado por um colega. Eram os dois vendedores da imobiliária. Entrámos.
A porta da rua dava de facto para dentro de casa. Era a cozinha. Era pequena. Tinha um frigorífico ao canto e um fogão à esquerda e um balcão pequeno em frente. À direita estava uma abertura para o resto da casa. Pensei que era bom estar já mobilada e equipada, visto que não tínhamos trazido mobília no carro.
Passámos à divisão adjacente à cozinha. Era uma sala de estar, sem tv. Notava-se que era uma casa antiga e com pouco espaço. Mas para duas pessoas servia bem. Havia um sofá, tipo cama. junto à parede do lado esquerdo. Tinha mantas axadrezadas por cima. vermelhas e pretas. Pareceu um bocado aborrecida a questão das mantas visto que tenho algumas alergias ao pó. Continuámos e subimos para o andar de cima onde ficava o quarto. Quarto pequeno, mas a minha atenção ficou logo focada na janela. Pela janela eu via os putos que estavam a jogar à bola na rua. E da janela também via uma goteira que descia desde o alto do prédio e desembocava junto a este vidro do quarto. O que em dias de chuva iria fazer algum barulho de gotas. E disse: "Isto para os standards da Suécia é inaceitável. Isto vai fazer barulho de gotas.". Os vendedores, como bons suecos que são, tiveram de concordar e acrescentaram que de facto esse era o defeito da casa, e estavam com dificuldades na venda precisamente por esse facto. Viemos embora prometendo que íamos pensar no assunto e brevemente entregaríamos uma resposta.
Já na rua encontrei um amigo de infância, o Gilberto. Ora o Gilberto vivia na Suécia. O que se provou agradável visto que uma vez que estávamos a comprar casa na Suécia, não só seria uma ajuda para os primeiros tempos.
Como é sempre agradável ter alguém conhecido numa terra distante. Fomos então para a praia, muito soalheira por sinal, e muito parecida com a Caparica junto à zona da praia do barbas. Excepto que a praia era mais ampla e bonita. Estavam uma ondas porreiras e fomos fazer surf. A minha Namorada já tinha ido à vida dela, na Suécia, o que quer que isso seja.
Nisto deflagra um fogo num apartamento dos prédios junto à praia. Ficámos a olhar e a observar o ritmo dos acontecimentos. Já estava maré vazia e havia muita gente a passear na areia ainda molhada e lisa. Olho para a direcção do mar e passa um insuflável de um pinto amarelo gigante a rebolar na areia sob a força do vento. Agarrei o pássaro insuflável, e como é óbvio tive de ir para dentro de água surfar umas ondas montando no bicho. Foi um fim de tarde bastante agradável, na Suécia.
Fui fazer uma viagem de carro mais a minha namorada. Tínhamos um carro branco tipo renault 5. Ia carregado com malas e cobertores no tejadilho.
E deve ter sido uma viagem grande porque quando saímos do carro estávamos na Suécia.O bairro onde estacionámos o carro parecia um bairro social português. Prédios claros todos iguais e ruas amplas e razoavelmente feias. Não havia jardins cuidados, nem jardins tão pouco, embora existissem nos passeios espaços designados para plantação de flores ou relva.
Na direita de um dos prédios que faziam esquina no fim de rua, estavam dois putos a jogar à bola. Estavam vestidos com fatos de treino cinzentos. Não nos ligaram muito.
Como estava a anoitecer (no céu já de si cinzento) disse à minha namorada: "Está a ficar de noite, não temos onde dormir, portanto é melhor irmos comprar uma casa."
Assim foi. Dirigimo-nos ao prédio que fazia esquina no fim de rua e batemos à porta. Esta porta tinha o aspecto de não ser uma porta de um prédio, mas pelo seu aspecto de madeira com um vidro no meio, e cortinados da parte de dentro, dava a sensação que se tratava do acesso principal para dentro do apartamento. Na porta e nas janelas existiam cartazes de uma imobiliária que anunciavam a venda deste imóvel. Enquanto esperava uma resposta do lado de dentro da porta, examinei os cartazes com algum desdém. Abriu um senhor de fato acastanhado (estilo anos 80) careca, branquinho e cabelo castanho escuro. Estava acompanhado por um colega. Eram os dois vendedores da imobiliária. Entrámos.A porta da rua dava de facto para dentro de casa. Era a cozinha. Era pequena. Tinha um frigorífico ao canto e um fogão à esquerda e um balcão pequeno em frente. À direita estava uma abertura para o resto da casa. Pensei que era bom estar já mobilada e equipada, visto que não tínhamos trazido mobília no carro.
Passámos à divisão adjacente à cozinha. Era uma sala de estar, sem tv. Notava-se que era uma casa antiga e com pouco espaço. Mas para duas pessoas servia bem. Havia um sofá, tipo cama. junto à parede do lado esquerdo. Tinha mantas axadrezadas por cima. vermelhas e pretas. Pareceu um bocado aborrecida a questão das mantas visto que tenho algumas alergias ao pó. Continuámos e subimos para o andar de cima onde ficava o quarto. Quarto pequeno, mas a minha atenção ficou logo focada na janela. Pela janela eu via os putos que estavam a jogar à bola na rua. E da janela também via uma goteira que descia desde o alto do prédio e desembocava junto a este vidro do quarto. O que em dias de chuva iria fazer algum barulho de gotas. E disse: "Isto para os standards da Suécia é inaceitável. Isto vai fazer barulho de gotas.". Os vendedores, como bons suecos que são, tiveram de concordar e acrescentaram que de facto esse era o defeito da casa, e estavam com dificuldades na venda precisamente por esse facto. Viemos embora prometendo que íamos pensar no assunto e brevemente entregaríamos uma resposta.
Já na rua encontrei um amigo de infância, o Gilberto. Ora o Gilberto vivia na Suécia. O que se provou agradável visto que uma vez que estávamos a comprar casa na Suécia, não só seria uma ajuda para os primeiros tempos.
Como é sempre agradável ter alguém conhecido numa terra distante. Fomos então para a praia, muito soalheira por sinal, e muito parecida com a Caparica junto à zona da praia do barbas. Excepto que a praia era mais ampla e bonita. Estavam uma ondas porreiras e fomos fazer surf. A minha Namorada já tinha ido à vida dela, na Suécia, o que quer que isso seja.Nisto deflagra um fogo num apartamento dos prédios junto à praia. Ficámos a olhar e a observar o ritmo dos acontecimentos. Já estava maré vazia e havia muita gente a passear na areia ainda molhada e lisa. Olho para a direcção do mar e passa um insuflável de um pinto amarelo gigante a rebolar na areia sob a força do vento. Agarrei o pássaro insuflável, e como é óbvio tive de ir para dentro de água surfar umas ondas montando no bicho. Foi um fim de tarde bastante agradável, na Suécia.
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