quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O verdadeiro fantasma da ópera

Hoje descobri quem é o verdadeiro fantasma da ópera.

Estávamos em Hollywood, dia soalheiro, árvores na colina ao fundo, casas viradas para o mar, boa arquitectura. O cenário de filme. Provavelmente estava lá de férias. Estava com a minha namorada e uma amiga dela.
Essa amiga por várias vezes apontou para o vazio e disse "Olha o fantasma da ópera!". Como não víamos nada atribuímos essas visões àquilo que ela estava a fumar. Por várias vezes ela apontou com o seu ar demente e algo tontinho para algo. Continuámos obviamente a visitar o sítio.
Quando chegou a noite fomos ao teatro. Cortinas avermelhadas, puxadores dourados, passadeira vermelha e pessoas bem vestidas. Aí sim: "olha o fantasma da ópera!" e era mesmo, estava lá na recepção do teatro a olhar fixamente para nós, mas sem a máscara. E eis que se descobre a face por baixo da máscara: O fantasma da ópera era o Johnny Depp.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Benefícios Fiscais


Ora hoje comprei uma casa. Um casa bonita, amarelo clarinho, com ornamentos de pedra branca, laje de cor clara. Um pequenino terreno nas traseiras de onde dá para avistar perfeitamente todo o esplendor da casa.
A casa fica numa localidade afastada com pouca coisa à volta. Nesta terrinha existe uma igreja, tal como em todas as terrinhas. Fui falar com o Padre da localidade e ele esteve a contar-me como é que ele tinha ganho algum com a declaração de IRS da Igreja. No adro da Igreja existe um pequenino lago com peixes daqueles cor de laranja que não servem para nada. Peixes cor de laranja e verdete. Acontece que o Sr. Padre declarou aquilo como sendo uma piscina. E como tal teve direito a benefícios fiscais e recebeu algum.
Um dos meus colegas de trabalho vive nas redondezas, na casa dos pais dele. E convidou-me, como bom vizinho que é, a ir conhecer a casa dele. Lá fomos. Entrámos directamente para a sala de estar dele, onde havia playstation e Tv e música. Típico quarto de indivíduo que vive com os pais. Então quando eu saí pela porta que dá acesso ao hall da casa é que percebi que não se tratava de uma casa qualquer. Era um grande hall... tipo Hollywood mansion. Digna de aparecer no Cribs.
Olhei em volta para absorver toda a categoria. Reparei que os pais dele tinha os seus negócios ali sediados. A mãe tinha um centro de estética - cabeleireiro, manicura, massagem,... e outras coisas que as mulheres fazem. Ficava situado no grande Hall da casa, um pouco abaixo do piso onde eu estava. Estavam mulheres morenas a arranjar o cabelo e algumas as unhas. A senhora que lhes arranjava o cabelo era loira.
Continuei a olhar em volta, e notei que atrás de mim, ainda havia outro piso para cima. Aí estava o negócio do pai do meu colega. Chama-se SIVA, e era um negócio de pão. Não me parece que fosse uma típica padaria, pois tinha uma imagem de marca mais evoluída. Mas também não parecia muito profissional. Parecia o tipo de marketing saído do powerpoint do computador pessoal lá de casa. Tratava-se de um envidraçado que estava coberto de papel de parede com a imagem da empresa SIVA (a de pão).
Lá me fui embora. Saí para a rua e encontrei o pai do meu colega de trabalho encostado a um tanque de água, daqueles que se encontram nas vivendas das terras dos nossos pais. Era um tanque com cerca de 3 metros de comprimento por 2 metros de largura. E tinha cerca de 1,5 de altura. Estava todo rebocado com cimento. Trabalho muito caseiro e feito à pressa., inclusivamente se notava ainda alguns tijolos deixados pelo chão de erva rasa e gravilha. Tinha água, e estava limpa. Não se notava o verdete nem musgo no cimento. Ficava do lado direito de uma espécie de construção igualmente rebocada a cimento. Devia servir para guardar coisas dado o seu tamanho demasiado pequeno para servir de habitação. Meti conversa com o senhor. Quis fazer um brilharete e aconselhá-lo sobre os possíveis benefícios fiscais que ele podia obter com aquele tanque. Dei-lhe a mesma conversa que o Sr. Padre me tinha feito. Expliquei-lhe que se ele declarasse aquele tanque como uma piscina. Poderia obter benefícios fiscais e ainda ganhar qualquer coisa com isso. Porque não rentabilizar o tanque? Ele desconfiou um pouquinho, mas estava algo interessado, até se tinha levantado. E perguntou-me como é que deveria proceder no caso de haver uma inspecção. Eu disse-lhe "Amigo, desde que eles não venham medir os níveis de cloro... não conseguem perceber que isto não é uma piscina!!!"

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

De Marrocos até à Póvoa


Hoje à noite tive em Marrocos. Tava um belo tempo de praia, malta jovem na areia, malta jovem dentro de água. Peguei na minha prancha de surf e fui até à beira de água. A água era limpíssima, dava para ver o fundo. Mas o fundo não era nem de areia, nem de rocha, nem coral. Era de cimento, uma estrutura muito bem definida de cimento. Era como se existisse ali um triângulo de cimento gigante, deitado no fundo do mar, com a ponta a apontar para terra. Achei aquilo estranho, olhei em volta e do lado direito da praia havia rochas a formarem como que um pontão. Do meu lado esquerdo também havia rochas que entravam pelo mar a dentro. A água começou a ficar mais agitada, e a formarem ondas encrespadas. Dentro de água só havia malta a fazer bodyboard, mas eu entrei à mesma. Estava só de calções e a água não estava muito fria. O mar estava muito agitado e ainda tentei apanhar umas ondas. Mas estava insurfável.
Voltei para a areia. Havia pessoas na areia e em rochas. Deitadas a apanhar sol. Reparei que a praia era muito parecida com as praias pequenas da Ericeira. Olhei para a esquerda e vi a carrinha de um dos meus irmãos. Ele tinha estado na praia e ia voltar para casa. Fui lá ter para ver os meus sobrinhos e cumprimentá-los a todos. Perguntei à minha cunhada se ela estava melhor de saúde. Estava imenso calor dentro da carrinha. Despedi-me deles e fui para outro sítio.


Acordei a meio da noite, uma melga que nos entrava pelos ouvidos conseguiu acordar-nos aos dois. Tapei a cabeça com o lençol e adormeci de novo.

Estava de repente na Póvoa de St Adrião. Estava lá com a minha namorada numas ruas que ficam a norte da localidade. Eu ia ver um médico que atendia os pacientes em casa. Entrei para o prédio e subi no elevador de portas metalizadas. Como não queria estar à espera como as outras pessoas, decidi que entrar pela porta não era o melhor método, mas sim entrar pela varanda. Então demos a volta pelas escadas do prédio, saindo para o exterior e entrando depois pela varanda. Era a sala de estar, cheia de decoração de cores pastel, e um tapete avermelhado estilo marroquino que estava debaixo do piano de cauda preto. atravessei a sala com nervoso miudinho de ser apanhado. Fiquei tão nervoso que dei a volta, saí de novo pela varanda e saí do prédio a correr. Desci depois a rua num skate durante uns breves metros. Esperei pela minha namorada e continuámos a pé pela vila.

Acordei; dormi imenso e tenho os olhos inchados. Já não tive tanto frio como ontem.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Reunion


Estava em Loures (onde andei na escola secundária) , e já era tipo hora do anoitecer. Estava em frente a um antigo café que agora era uma farmácia. Estava com colegas de trabalho. Era como se fôssemos jantar todos juntos e estávamos a dirigir-nos para o local do jantar. Tínhamos acabado de chegar.
Quando entrei na farmácia, reparei que afinal não era uma farmácia. Era um café ou bar ou um design bastante peculiar para os standards portugueses. A maioria da área do bar era em madeira envernizada, e as mesas estavam colocadas em cubículos que entravam para dentro das paredes. Cabiam cerca de 4 ou 5 pessoas em cada mesa. E éramos bastantes. Eu fiquei sentado no chão, numa almofada. As almofadas era de cor bordeaux e com estilo antigo. Estavam lá vários colegas de trabalho, mas também vários colegas de escola com quem me cruzei ao longo dos anos. Mas apenas os mais fixes.
Estivemos no café largos minutos, a ter conversas de café, a rir e a contar histórias e a gozar connosco próprios no passado.
Depois fez-se tarde e fui pra casa, então apanhei o metro do Saldanha para ir para casa, e fui com o João "cabra-alta" no metro.
Acordei, estava frio. Ontem também. É melhor por um édredon.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Cabala Política


Este dava para Hollywood. Tudo começa bem em família. Toda a gente é feliz, bonita e tem dentes brancos e certinhos. Vivo numa casa de madeira, estilo pré-fabricado antigo. Na porta das traseiras há um envidraçado que dá para ver as escadas de madeiras que descem para o pequeno lago que existe nessa zona. Existem caniços e algum verdete nas margens do pequeno lago, e alguma sujidade natural à tona de água. Não é portanto uma piscina, é mais o tipo de sítio para onde se atiram pedras só para ver o "splash".
Em família, eu e o meu irmão mais velho (não o da realidade, mas sim um "inventado") estávamos a fazer competições para ver quem conseguia ir a correr pelo corredor no cimo das escadas e fazer o maior salto em comprimento possível aterrando na água do lago. Como em todas as brincadeiras em família, existe um quadro digital que regista o comprimento dos saltos com gráficos. E inclusivamente existe um recorde do mundo - que pertence ao meu irmão mais velho.
Eu dou um salto verdadeiramente enorme, e aterro dentro de água no meio do reboliço de espuma branca e turbilhão de ondas. Fico algum tempo debaixo de água. Bastante tempo. Nesse período o meu irmão que observa na zona dos caniços a minha prova teme que eu lhe retire o recorde; O salto foi fabuloso. Quando venho à tona, no gráfico marca 57. O Recorde é 60. (não faço ideia de que unidades estamos a falar... mas falamos de comprimento). Como é óbvio ele faz um "yess" para celebrar o facto de ter mantido o recorde.
Eram momentos fantásticos em família. Até que o meu irmão decidiu se candidatar à presidência. Ele tinha uma carreira política que se encontrava em fase de eleições para o mais alto cargo político do país. Eu, em paralelo, estava a candidatar-me à presidência da junta de freguesia da localidade.
Eis que pelo meu charme e carisma, enquanto político de autarquia local. Os vilões, ao serviço de não se sabe quem, decidem que eu era um alvo a abater. Claramente o meu carisma não estava de feições para alguém poderoso. Possivelmente isto até estaria relacionado com a candidatura do meu irmão.
Começa uma fuga hollywoodesca em que eu tenho de saltar, várias vezes, pelo vidro da janela das traseiras da casa, e aterra de cabeça na água do lago. E com esse truque de circo consigo sempre fugir aos tipos vestidos de pretos que andam a tentar dar cabo de mim.
Algures durante a fuga andei escondido em jardins de rua, atrás de sebes na Póvoa St. Adrião. A vê-los passar em jipes e motos, à procura de mim. Andei foragido durante algum tempo, saltei mais uma vez para o lago enquanto fugia.
Acordei com o despertador, frio e destapado. Dei um pontapé na miúda do lado (para desligar o despertador) e voltei a dormir.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Vintage III



Um dos actos que desde sempre me lembro de ocorrer em sonhos é voar.
E não é coisa que apareça assim do nada. Na casa dos meus pais havia um pequenito quintal onde eu fazia a maior parte das minhas brincadeiras ou experiências que precisavam de ar livre, seja por necessidade de altura para testar foguetes ou aviões ou coisas afins; seja por necessidade de explodir qualquer coisa que por "razões de segurança" não se devia fazer em casa (muito menos quando a mãe está por perto). E foi precisamente nesse local em que tive o primeiro sonho em que voava.
Eu estava no quintal e reparei que se fizesse os movimentos da braçada crawl ganhava algum poder de levitação. Aquilo não foi imediato. Requereu algum treino a baixa altitude, para ganhar equilíbrio. Mas passado um bocado já estava a aventurar-me à altura dos prédios. Dos prédios passei para mais alto, e algum tempo depois já andava nas nuvens.

Curiosamente nos sonhos seguintes, uma vez que a aprendizagem de voo já estava concluída, já consegui voar perfeitamente. E durante esses sonhos seguintes tinha consciência que já sabia voar e que já o tinha aprendido em sonhos anteriores.

Passados alguns anos voltei a ter séries de sonhos com voos. Lembro-me que nesses sonhos já estava com falta de prática. Lembro-me de me mandar de um prédio alto para "forçar" a técnica a voltar. A técnica não voltou. Pânico. Recordo-me que vinha em queda livre a ver o chão a aproximar-se muito depressa, e lembro-me de pensar "Já foste...." e de seguida bater no chão com muita velocidade. Para meu espanto, o chão, era feito de gelatina. Assim não me magoei. O que teria sido aborrecido, mesmo para um sonho. No entanto a gelatina não tinha elasticidade suficiente para aguentar a velocidade que eu tinha. A gelatina rompeu e eu passei para baixo - o inferno. E foi assim que eu sonhei que tinha ido parar ao Inferno. Mas depois voltei cá acima e correu tudo bem, andei a dar mais pulos de prédios.

Um outro sonho que envolve voos e que, já mais recente, recordo com humor.
Eu andava a tomar conta de um dos meus sobrinhos. O meu irmão (pai do miúdo) tinha ido trabalhar. Estava em casa dos meus pais. E decidi ir brincar com ele lá para fora, e porque não estragar o puto com brincadeiras não permitidas à frente do pai? Então fomos dar uma volta, a voar. Ali a baixa altitude, por razões de segurança. Eis que ele, como era pequeno, me escapa dos braços e estatela-se no chão. E assim que ele embate no chão transforma-se muito rapidamente numa caixa de fósforos pequena. Eu pego nele na palma da mão e reconheço que isto era um problema que eu não sabia resolver. Uma alhada.
O sonho terminou comigo a questionar-me "Como é que vou explicar ao meu irmão, que o filho dele agora é uma caixa de fósforos!?"

Vintage II

Curiosamente muitos dos meus sonhos são a fugir de algo, e o primeiro destes que me consigo lembrar remonta ao século passado, quando eu ainda tinha dentes de leite.

Lembro-me perfeitamente de fugir loucamente de um lobisobem. Ele queria morder-me ou limpar-me o sebo. E eu corria pelo mato a fora. Lembro-me vagamente que a questão resolvia-se quando eu entrava para dentro da casca de uma árvore e ele deixa de me ver.

Este sonho acontecia muitas vezes, e por vezes bastava subir para cima da árvore velha e oca que ficava no cimo de um monte.

Uma das variações é que já não era apenas um lobisomem a perseguir-me, mas sim uma matilha de lobos que muito bem organizados numa filinha corriam atrás de mim pelo mato a fora. Como de costume depois eu subia para cima da árvore no cimo do monte.


Vintage I


Este é o sonho mais antigo que me lembro. Devia ter entre 5 a 6 anos de idade.
Na altura todos os meus irmãos viviam lá em casa. Éramos 5 rapazes cujas idades oscilavam entre os 5 e os 24, sendo eu portanto mais novo. Tínhamos um quarto com dois beliches onde dormíamos 4, eu dormia num deles, na cama de baixo. Isto serve apenas para dar o contexto do sonho.

No sonho, que na altura foi muito recorrente: eu acordava a meio da noite na minha cama. Olhava em volta e estava tudo escuro. Da minha cama eu via que os meus irmão do beliche oposto estavam deitados na cama. Eu olhava para a colecção de latas de bebidas que o meu irmão mais velho tinha por cima da janela, para os posters de Dire Straits e outros tipos de desenhos afixados na parede. Quando subia para a cama de cima do beliche para acordar o meu irmão mais velho, deparava-me não com o meu irmão na sua forma humana, mas sim num gorila enorme. O Gorila (o meu irmão), olhava para mim e em todo o seu esplendor animal desatava a fazer-me cócegas. Ora eu enquanto puto cheio de cócegas, sofria horríveis torturas de cócegas às mãos dele. A história durava uns quantos segundos até que eu me libertava e voltava para o chão do quarto. Os restantes irmãos continuavam a dormir. Tudo dentro da normalidade. Menos eu que tinha ficado um bocado arreliado com a brincadeira.

Uma vez que ali no quarto ninguém ia ligar nenhuma ao facto de eu andar acordado a meio da noite decidi alargar a exploração nocturna para o corredor. Estava escuro, mal se viam os móveis da entrada ou os quadros na parede. Achei por bem continuar até ao quarto dos meus pais que ficava ao fundo do corredor. A porta estava aberta, eu espreito lá para dentro e vejo que a cama está feita, a colcha branca com flores rosa bordadas continua lisinha. Os meus pais não estão lá, mas eu entro à mesma. Junto à janela do quarto está uma aranha gigante, com cerca de 50 cm de largura, olhos grandes e verdes (tipo mosca varejeira). A aranha reconhece-me como um belo petisco, e eu reconheço que estou em problemas e dou meia volta para fugir do quarto.

Ao tentar fugir do quarto corro em direcção a uma teia de aranha que está agora à porta do quarto. Fico lá preso e não me consigo mexer. Fico sem forças. Pânico. No entanto vejo que um dos meus irmãos, aquele que tipicamente se levantava mais cedo lá em casa para ir correr, está a passar no corredor em direcção à sala. E eu penso "estou safo, vou chamá-lo": o meu cérebro grita "Quiiiiim" (o nome dele), mas não me sai nada pela voz, só ar, sem som. Ele passa e eu fico à mesma preso na teia da aranha-varejeira. Quando a situação claramente parece perdida, eu acordo. Mas desta vez acordo mesmo, já é de dia e cheira a torradas.

Mais Zombies


Zombies e vilões

Este é um tema recorrente. A maior parte das vezes que acordo, é estafado. Podia ser um motivo de orgulho masculino enorme, mas a verdade é que passo as noites a fugir de pessoas más, ou pessoas mortas que gostam de comer as vivas.

Esta noite não foi excepção. A cidade estava em ruínas, e andavam zombies em grupos por toda a parte. Eram zombies ou talvez malta infectada com um vírus (tipo Resident Evil), era de noite e eles moviam-se em grupos quase organizados. Tinham algum tipo de inteligência animal pois conseguiam perseguir-nos. Nós: estávamos em grupo e era todos sãos e cheios de medo de sermos apanhados. Andávamos a correr pelos destroços que estavam pelas ruas. Portanto o caos já devia durar há algum tempo.
A determinado momento chegámos ao portão daquilo que parecia ser uma casa palacial muito ao estilo do século XVIII ou XIX. O jardim da frente estava todo raso e iluminado por focos de luz que nasciam do chão. Eu entrei pelo portão que estava aberto. Quando estava quase pisar a zona térrea do jardim alguém me alertou para não o fazer. Uma mulher puxou-me pelo braço e apontou para as sementes de lentilhas que estavam no chão e formas circulares e hexagonais. Claramente que estavam ali a demarcar o sítio das minas anti-pessoais.
Contornámos o jardim térreo junto às paredes de pedra branca e lisa do palácio. Estávamos do lado direito. Quando chegámos às traseiras vimos uma entrada em forma de túnel amplo. Estava bem iluminada. Vimos ao longe sombras de pessoas que estavam fardadas com roupa pombalina e cabeleiras da época pombalina. Aproximaram-se e vimos que se tratava de um grupo organizado de pessoas sãs ainda não afectadas pela epidemia. Um dos homens que falou era alguém que assumia uma posição de liderança. Tinha roupa azul escura debruada a fios dourados, tipo farda militar de gala. Já não tinha a peruca nesta altura, tinha o cabelo rapado à mostra.
A conversa foi em moldes de auxílio. Mas tratava-se de um auxílio selectivo. Do nosso grupo só aceitariam pessoas com capacidades comprovadas e alguma notoriedade. O objectivo era fazer uma selecção dos melhores, de modo a construir uma comunidade organizada constituída selectivamente.
Um dos membros do nosso grupo prontificou-se a declarar que era um reconhecido herói neo-zelandês. Tinha sido reconhecido pelo governo dele como tal após actos heróicos ao serviço da nação.
Apareceram ao longe sombras de zombies que nos tinham seguido até ao local. O perigo era iminente. O meu colega herói da nova Zelândia estava safo. E o meu pensamento foi "O que é que eu tenho de especial que possa ser útil à comunidade pombalina e que me safe dos sujeitos zombies que aí vêm?" Surgiram-me uma série de coisas à cabeça. Não tive tempo de as dizer. Acordei. Fiquei ainda acordado 10 minutos a pensar se me teriam aceite ou não.


Motivos


Quase todos os dias tenho sonhos esquisitos, e bastante recorrentes.
Aqui vai postar-se uma lista completa dos sonhos esquisitos, menos os impróprios em que sonho que faço parte do enredo do Call Girl - esses são bons e faz sentido que fiquem só para mim.

Desde puto pequeno que sonho sempre temas extremamente elaborados. Há uns que pela extremo detalhe ainda recordo passados 15 ou 20 anos. Esses hei-de os colocar aqui também; em breve. Outro são só estúpidos e também faz sentido que venham para aqui (não os leitores, os sonhos). Tornou-se portanto urgente manter um registo da anormalidade de coisas que me passam pela cabeça enquanto durmo e que tipicamente fazem com que acorde e diga "Hoje tive um sonho...".

João Francisco