
Este é o sonho mais antigo que me lembro. Devia ter entre 5 a 6 anos de idade.
Na altura todos os meus irmãos viviam lá em casa. Éramos 5 rapazes cujas idades oscilavam entre os 5 e os 24, sendo eu portanto mais novo. Tínhamos um quarto com dois beliches onde dormíamos 4, eu dormia num deles, na cama de baixo. Isto serve apenas para dar o contexto do sonho.
No sonho, que na altura foi muito recorrente: eu acordava a meio da noite na minha cama. Olhava em volta e estava tudo escuro. Da minha cama eu via que os meus irmão do beliche oposto estavam deitados na cama. Eu olhava para a colecção de latas de bebidas que o meu irmão mais velho tinha por cima da janela, para os posters de Dire Straits e outros tipos de desenhos afixados na parede. Quando subia para a cama de cima do beliche para acordar o meu irmão mais velho, deparava-me não com o meu irmão na sua forma humana, mas sim num gorila enorme. O Gorila (o meu irmão), olhava para mim e em todo o seu esplendor animal desatava a fazer-me cócegas. Ora eu enquanto puto cheio de cócegas, sofria horríveis torturas de cócegas às mãos dele. A história durava uns quantos segundos até que eu me libertava e voltava para o chão do quarto. Os restantes irmãos continuavam a dormir. Tudo dentro da normalidade. Menos eu que tinha ficado um bocado arreliado com a brincadeira.
Uma vez que ali no quarto ninguém ia ligar nenhuma ao facto de eu andar acordado a meio da noite decidi alargar a exploração nocturna para o corredor. Estava escuro, mal se viam os móveis da entrada ou os quadros na parede. Achei por bem continuar até ao quarto dos meus pais que ficava ao fundo do corredor. A porta estava aberta, eu espreito lá para dentro e vejo que a cama está feita, a colcha branca com flores rosa bordadas continua lisinha. Os meus pais não estão lá, mas eu entro à mesma. Junto à janela do quarto está uma aranha gigante, com cerca de 50 cm de largura, olhos grandes e verdes (tipo mosca varejeira). A aranha reconhece-me como um belo petisco, e eu reconheço que estou em problemas e dou meia volta para fugir do quarto.
Ao tentar fugir do quarto corro em direcção a uma teia de aranha que está agora à porta do quarto. Fico lá preso e não me consigo mexer. Fico sem forças. Pânico. No entanto vejo que um dos meus irmãos, aquele que tipicamente se levantava mais cedo lá em casa para ir correr, está a passar no corredor em direcção à sala. E eu penso "estou safo, vou chamá-lo": o meu cérebro grita "Quiiiiim" (o nome dele), mas não me sai nada pela voz, só ar, sem som. Ele passa e eu fico à mesma preso na teia da aranha-varejeira. Quando a situação claramente parece perdida, eu acordo. Mas desta vez acordo mesmo, já é de dia e cheira a torradas.
1 comentário:
Muito fixe !!!
lol
Pedro
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