sexta-feira, 24 de outubro de 2008

De Marrocos até à Póvoa


Hoje à noite tive em Marrocos. Tava um belo tempo de praia, malta jovem na areia, malta jovem dentro de água. Peguei na minha prancha de surf e fui até à beira de água. A água era limpíssima, dava para ver o fundo. Mas o fundo não era nem de areia, nem de rocha, nem coral. Era de cimento, uma estrutura muito bem definida de cimento. Era como se existisse ali um triângulo de cimento gigante, deitado no fundo do mar, com a ponta a apontar para terra. Achei aquilo estranho, olhei em volta e do lado direito da praia havia rochas a formarem como que um pontão. Do meu lado esquerdo também havia rochas que entravam pelo mar a dentro. A água começou a ficar mais agitada, e a formarem ondas encrespadas. Dentro de água só havia malta a fazer bodyboard, mas eu entrei à mesma. Estava só de calções e a água não estava muito fria. O mar estava muito agitado e ainda tentei apanhar umas ondas. Mas estava insurfável.
Voltei para a areia. Havia pessoas na areia e em rochas. Deitadas a apanhar sol. Reparei que a praia era muito parecida com as praias pequenas da Ericeira. Olhei para a esquerda e vi a carrinha de um dos meus irmãos. Ele tinha estado na praia e ia voltar para casa. Fui lá ter para ver os meus sobrinhos e cumprimentá-los a todos. Perguntei à minha cunhada se ela estava melhor de saúde. Estava imenso calor dentro da carrinha. Despedi-me deles e fui para outro sítio.


Acordei a meio da noite, uma melga que nos entrava pelos ouvidos conseguiu acordar-nos aos dois. Tapei a cabeça com o lençol e adormeci de novo.

Estava de repente na Póvoa de St Adrião. Estava lá com a minha namorada numas ruas que ficam a norte da localidade. Eu ia ver um médico que atendia os pacientes em casa. Entrei para o prédio e subi no elevador de portas metalizadas. Como não queria estar à espera como as outras pessoas, decidi que entrar pela porta não era o melhor método, mas sim entrar pela varanda. Então demos a volta pelas escadas do prédio, saindo para o exterior e entrando depois pela varanda. Era a sala de estar, cheia de decoração de cores pastel, e um tapete avermelhado estilo marroquino que estava debaixo do piano de cauda preto. atravessei a sala com nervoso miudinho de ser apanhado. Fiquei tão nervoso que dei a volta, saí de novo pela varanda e saí do prédio a correr. Desci depois a rua num skate durante uns breves metros. Esperei pela minha namorada e continuámos a pé pela vila.

Acordei; dormi imenso e tenho os olhos inchados. Já não tive tanto frio como ontem.

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